Das coisas que nos escapam

“Como lidar com o que nos escapa?”

Estar em um grupo de pesquisa onde uma pergunta dessas – das “perguntas impossíveis” que a gente usa pra pensar a crise (ou catástrofe) ambiental que atravessamos agora – é, antes de mais, um privilégio. E tem ecoado mais do que eu havia me dado conta de que poderia ecoar, ou ressoar, ou reverberar. Muito mais.

Chegar ao fim de um ciclo importante, que durou três (intensos) anos, tem me colocado essa pergunta bem na frente da cara, de novo. There. In my face. Uma pergunta da qual eu tentei fugir. Mas que me pega pelo pé quando penso no “tempo” como algo que “me escapa” – e algo com o qual é preciso lidar.

Acho que a maior lição do mestrado não foram as páginas de conclusão da dissertação, não foram os insights durante leituras, milhares de conversas ou mesmo a escrita (embora tenham sido essenciais no processo). O que mais aprendi, afinal, é que é preciso reinventar a relação com o tempo para que a relação com a própria vida seja reinventada.

Pode ser no sentido de ter mais foco, de ter mais comprometimento com os projetos e compromissos a que se propõe fazer, a ter uma rotina melhor organizada em redor de objetivos claros, sim. Mas, antes, tem a ver com a própria noção de tempo que se tem e de como se percebe a passagem dele. É o aqui e agora, o tempo que urge por um senso de realidade, de estar presente no presente? É a soma de passados e momentos que leva ao hoje – ou o futuro, sempre incerto? Ou nada disso? É aquilo a que Bergson chamou de “duração”? Não sei. Mas esses aspectos não se anulam – e há como inventar maneiras de lidar com eles. Reinventar o dia, reinventar os momentos, reinventar a nós mesmos, e achar que temos a capacidade de lidar com o tempo, por mais que isso pareça misterioso e assustador. Por mais que se pareça um poço sem fundo, um texto sem fim.

Talvez, afinal, o que tenha aprendido mesmo no fim desses três anos, é o seguinte: há perguntas das quais não se foge. Elas sempre vão atrás de você pra que você olhe pra elas na cara em algum momento. Elas também querem ser reinventadas.

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Nada a acrescentar

a uma fala que tudo resume.

Essa semana se falou muito da Feira do Livro de Frankfurt, o maior evento editorial do mundo. O país homenageado foi o Brasil. Nada mais coerente que a contundência do mineiro Luiz Ruffato em mostrar uma fotografia do país no discurso de abertura. Os tradiças ficaram chocados, Ziraldo passou mal e mandou Ruffato calar a boca: se acha o Brasil ruim, “que se mude!”. Mas não é tão simples assim. A filosofia do ame-o ou deixe-o ficou, ainda bem, para trás de nós. Bem para trás da minha geração. Temos liberdade para discutir nossos próprios problemas e de pensar como resolvê-los. Mas temos medo. Medo do confronto, medo de nos olhar no espelho. Isso incomoda e dói, quase tanto quanto sentar num divã e começar a desfiar medos escondidos, vícios, psicoses e problemas mal-resolvidos. Isso não é gostoso e não dá prazer, mas é um enfrentamento necessário para uma vida melhor, mais completa.

Roupa suja se lava em casa, mas a academia claramente não está dando conta do recado. Por isso achei genial a fala do Ruffato, que precisou estar longe pra ser ouvido aqui dentro (síndrome de vira-lata?). Espero que haja mais repercussão do que pessoas aplaudindo ou jogando pedra. E sim: se um livro pode mudar a vida de uma pessoa, a literatura pode mudar uma sociedade. Linda utopia pra se defender.

O que significa ser escritor num país situado na periferia do mundo, um lugar onde o termo capitalismo selvagem definitivamente não é uma metáfora? Para mim, escrever é compromisso. Não há como renunciar ao fato de habitar os limiares do século XXI, de escrever em português, de viver em um território chamado Brasil. Fala-se em globalização, mas as fronteiras caíram para as mercadorias, não para o trânsito das pessoas. Proclamar nossa singularidade é uma forma de resistir à tentativa autoritária de aplainar as diferenças.

O maior dilema do ser humano em todos os tempos tem sido exatamente esse, o de lidar com a dicotomia eu-outro. Porque, embora a afirmação de nossa subjetividade se verifique através do reconhecimento do outro – é a alteridade que nos confere o sentido de existir –, o outro é também aquele que pode nos aniquilar… E se a Humanidade se edifica neste movimento pendular entre agregação e dispersão, a história do Brasil vem sendo alicerçada quase que exclusivamente na negação explícita do outro, por meio da violência e da indiferença.

Nascemos sob a égide do genocídio. Dos quatro milhões de índios que existiam em 1500, restam hoje cerca de 900 mil, parte deles vivendo em condições miseráveis em assentamentos de beira de estrada ou até mesmo em favelas nas grandes cidades. Avoca-se sempre, como signo da tolerância nacional, a chamada democracia racial brasileira, mito corrente de que não teria havido dizimação, mas assimilação dos autóctones. Esse eufemismo, no entanto, serve apenas para acobertar um fato indiscutível: se nossa população é mestiça, deve-se ao cruzamento de homens europeus com mulheres indígenas ou africanas – ou seja, a assimilação se deu através do estupro das nativas e negras pelos colonizadores brancos.

Até meados do século XIX, cinco milhões de africanos negros foram aprisionados e levados à força para o Brasil. Quando, em 1888, foi abolida a escravatura, não houve qualquer esforço no sentido de possibilitar condições dignas aos ex-cativos. Assim, até hoje, 125 anos depois, a grande maioria dos afrodescendentes continua confinada à base da pirâmide social: raramente são vistos entre médicos, dentistas, advogados, engenheiros, executivos, jornalistas, artistas plásticos, cineastas, escritores.

Invisível, acuada por baixos salários e destituída das prerrogativas primárias da cidadania – moradia, transporte, lazer, educação e saúde de qualidade –, a maior parte dos brasileiros sempre foi peça descartável na engrenagem que movimenta a economia: 75% de toda a riqueza encontra-se nas mãos de 10% da população branca e apenas 46 mil pessoas possuem metade das terras do país. Historicamente habituados a termos apenas deveres, nunca direitos, sucumbimos numa estranha sensação de não-pertencimento: no Brasil, o que é de todos não é de ninguém…

Convivendo com uma terrível sensação de impunidade, já que a cadeia só funciona para quem não tem dinheiro para pagar bons advogados, a intolerância emerge. Aquele que, no desamparo de uma vida à margem, não tem o estatuto de ser humano reconhecido pela sociedade, reage com relação ao outro recusando-lhe também esse estatuto. Como não enxergamos o outro, o outro não nos vê. E assim acumulamos nossos ódios – o semelhante torna-se o inimigo.

A taxa de homicídios no Brasil chega a 20 assassinatos por grupo de 100 mil habitantes, o que equivale a 37 mil pessoas mortas por ano, número três vezes maior que a média mundial. E quem mais está exposto à violência não são os ricos que se enclausuram atrás dos muros altos de condomínios fechados, protegidos por cercas elétricas, segurança privada e vigilância eletrônica, mas os pobres confinados em favelas e bairros de periferia, à mercê de narcotraficantes e policiais corruptos.

Machistas, ocupamos o vergonhoso sétimo lugar entre os países com maior número de vítimas de violência doméstica, com um saldo, na última década, de 45 mil mulheres assassinadas. Covardes, em 2012 acumulamos mais de 120 mil denúncias de maus-tratos contra crianças e adolescentes. E é sabido que, tanto em relação às mulheres quanto às crianças e adolescentes, esses números são sempre subestimados.

Hipócritas, os casos de intolerância em relação à orientação sexual revelam, exemplarmente, a nossa natureza. O local onde se realiza a mais importante parada gay do mundo, que chega a reunir mais de três milhões de participantes, a Avenida Paulista, em São Paulo, é o mesmo que concentra o maior número de ataques homofóbicos da cidade.

E aqui tocamos num ponto nevrálgico: não é coincidência que a população carcerária brasileira, cerca de 550 mil pessoas, seja formada primordialmente por jovens entre 18 e 34 anos, pobres, negros e com baixa instrução.

O sistema de ensino vem sendo ao longo da história um dos mecanismos mais eficazes de manutenção do abismo entre ricos e pobres. Ocupamos os últimos lugares no ranking que avalia o desempenho escolar no mundo: cerca de 9% da população permanece analfabeta e 20% são classificados como analfabetos funcionais – ou seja, um em cada três brasileiros adultos não tem capacidade de ler e interpretar os textos mais simples.

A perpetuação da ignorância como instrumento de dominação, marca registrada da elite que permaneceu no poder até muito recentemente, pode ser mensurada. O mercado editorial brasileiro movimenta anualmente em torno de 2,2 bilhões de dólares, sendo que 35% deste total representam compras pelo governo federal, destinadas a alimentar bibliotecas públicas e escolares. No entanto, continuamos lendo pouco, em média menos de quatro títulos por ano, e no país inteiro há somente uma livraria para cada 63 mil habitantes, ainda assim concentradas nas capitais e grandes cidades do interior.

Mas, temos avançado.

A maior vitória da minha geração foi o restabelecimento da democracia – são 28 anos ininterruptos, pouco, é verdade, mas trata-se do período mais extenso de vigência do estado de direito em toda a história do Brasil. Com a estabilidade política e econômica, vimos acumulando conquistas sociais desde o fim da ditadura militar, sendo a mais significativa, sem dúvida alguma, a expressiva diminuição da miséria: um número impressionante de 42 milhões de pessoas ascenderam socialmente na última década. Inegável, ainda, a importância da implementação de mecanismos de transferência de renda, como as bolsas-família, ou de inclusão, como as cotas raciais para ingresso nas universidades públicas.

Infelizmente, no entanto, apesar de todos os esforços, é imenso o peso do nosso legado de 500 anos de desmandos. Continuamos a ser um país onde moradia, educação, saúde, cultura e lazer não são direitos de todos, mas privilégios de alguns. Em que a faculdade de ir e vir, a qualquer tempo e a qualquer hora, não pode ser exercida, porque faltam condições de segurança pública. Em que mesmo a necessidade de trabalhar, em troca de um salário mínimo equivalente a cerca de 300 dólares mensais, esbarra em
dificuldades elementares como a falta de transporte adequado. Em que o respeito ao meio-ambiente inexiste. Em que nos acostumamos todos a burlar as leis.

Nós somos um país paradoxal.

Ora o Brasil surge como uma região exótica, de praias paradisíacas, florestas edênicas, carnaval, capoeira e futebol; ora como um lugar execrável, de violência urbana, exploração da prostituição infantil, desrespeito aos direitos humanos e desdém pela natureza. Ora festejado como um dos países mais bem preparados para ocupar o lugar de protagonista no mundo – amplos recursos naturais, agricultura, pecuária e indústria diversificadas, enorme potencial de crescimento de produção e consumo; ora destinado a um eterno papel acessório, de fornecedor de matéria-prima e produtos fabricados com mão-de-obra barata, por falta de competência para gerir a própria riqueza.

Agora, somos a sétima economia do planeta. E permanecemos em terceiro lugar entre os mais desiguais entre todos…

Volto, então, à pergunta inicial: o que significa habitar essa região situada na periferia do mundo, escrever em português para leitores quase inexistentes, lutar, enfim, todos os dias, para construir, em meio a adversidades, um sentido para a vida?

Eu acredito, talvez até ingenuamente, no papel transformador da literatura. Filho de uma lavadeira analfabeta e um pipoqueiro semianalfabeto, eu mesmo pipoqueiro, caixeiro de botequim, balconista de armarinho, operário têxtil, torneiro-mecânico, gerente de lanchonete, tive meu destino modificado pelo contato, embora fortuito, com os livros. E se a leitura de um livro pode alterar o rumo da vida de uma pessoa, e sendo a sociedade feita de pessoas, então a literatura pode mudar a sociedade. Em nossos tempos, de exacerbado apego ao narcisismo e extremado culto ao individualismo, aquele que nos é estranho, e que por isso deveria nos despertar o fascínio pelo reconhecimento mútuo, mais que nunca tem sido visto como o que nos ameaça. Voltamos as costas ao outro – seja ele o imigrante, o pobre, o negro, o indígena, a mulher, o homossexual – como tentativa de nos preservar, esquecendo que assim implodimos a nossa própria condição de existir. Sucumbimos à solidão e ao egoísmo e nos negamos a nós mesmos. Para me contrapor a isso escrevo: quero afetar o leitor, modificá-lo, para transformar o mundo. Trata-se de uma utopia, eu sei, mas me alimento de utopias. Porque penso que o destino último de todo ser humano deveria ser unicamente esse, o de alcançar a felicidade na Terra. Aqui e agora.

Um post-it em neon

Que a deficiência na qualidade do aprendizado de Matemática em idade escolar no Brasil só aumenta ninguém duvida. E nem tem como: o incrível é ter números que ainda nos assustem (ou, na melhor das hipóteses, nos surpreendam negativamente). “E tende a piorar” é o que se ouve desde quando eu ocupava os bancos de escolas públicas espalhadas por BH. Talvez realmente tenhamos que parar um pouco e quebrar a cabeça para pensar em formas alternativas de mudar isso – ou fazer um pacto pelo ensino da Matemática, o que não seria nada mau.

Já que a maioria das minhas habilidades matemáticas ficaram guardadas em anotações de Ensino Médio, dá pra colocar um post-it fluorescente na agenda e pensar em como resolver parte do problema, ainda que pequena, em outra frente: as habilidades de Inglês por aqui também são de dar vergonha. E a observação nem é em defesa de nenhum tipo de dominação cultural – é um cálculo racional de necessidade de competitividade de mercado, inclusão e ascensão social. Mas num país onde o analfabetismo funcional ainda é um problema (bem como o preparo e a remuneração de boa parte do corpo docente do ensino público), esse é um desafio ainda maior e talvez mais interessante.

O que dá mais uma oportunidade para colocar a cuca para funcionar – e talvez em tempo de não deixar a ideia virar peça de museu. Who knows?

Perguntas, perguntas

Ordenar o passo-a-passo para fazer sentido – e não deixar passar batido. Interessante quando o trabalho da gente é tentar responder perguntas (ou ao menos achar pistas para pensá-las de forma melhor) e elas não param de pulular, vindas de todos os lados. Quanto mais interessantes, mais bem-vindas. Afinal de contas, boas perguntas estão quase sempre grávidas de bons textos, artigos e boas pesquisas. A fagulha que desencadeia o método científico é, portanto, de natureza bem mais poética do que se pode imaginar. Basta imaginar uma pequena pergunta grávida. Não é lindo?

Uma dessas perguntas é recortar e localizar a discussão da cobertura que foi feita sobre o furacão Sandy, que varreu boa parte da costa Leste dos nossos vizinhos norte-americanos e também não foi nada legal com o lado caribenho e centro-americano da vizinhança. Bom. Há conversas que considerem que a cobertura – do ponto de vista científico, pelo menos – foi bastante equilibrada nos EUA: não jogaram toda a culpa do Sandy nas costas do aquecimento global (e assim, fechar o diálogo de uma forma simplista) e nem negaram o fato de que o fenômeno tem, sim, a ver com as temperaturas que só aumentam. Bom pra eles.

No entanto, a sensação que se tem é de que Sandy fez muito mais estrago em NY do que nos lugares por onde passou antes. E do lado de cá, como nós, brazucas, e nossos hermanos mexicanos vimos o ocorrido (do ponto de vista da ecologia social)? Bom, há algumas dicas (é bom ir lá e ver o negócio, tomar a coisa por garantido não é um bom caminho) mas essa é uma pergunta que ainda não pariu resultados. Mas o parto está marcado para maio.

Outra pergunta prestes a dar a luz vem do desenvolvimento do próprio método científico e de como está sujeito a erros (e fraudes, e plágios…) – o método e os habitantes da Torre de Marfim, feitos de carne e ossos (muitos deles descansando bem pouco). Como é que a academia lida com os erros na produção científica? Que tipo de métodos de verificação usa para evitá-los? Certeza que nem toda falha ou fraude seja resultado da política do “publish or perish”. Claro que existe picaretagem declarada no meio. Mas quão eficiente a academia tem sido para que esse tipo de prática diminua? Bom, cenas dos próximos capítulos, very soon to come.

E ainda outra pergunta, que na verdade é uma não-pergunta (precisa virar um grande ponto de exclamação daqui a menos de um mês): descobrir formas interessantes de se pensar/juntar ciência e cultura em seus limites e deslocamentos, divergências e confluências. Pensar no formato da coisa está sendo bem interessante. Mas o que dá vontade mesmo é ver o conversê se desenrolando enquanto pontos de interrogação ficam grávidos e alguns parem pequenas reticências, vírgulas, travessões, dois pontos e muitos espaços no auditório.

Sim, é muito bom trabalhar com perguntas. :)

Um agudo diferente

Semana passada me caiu uma ficha que fez um barulho diferente. Não que fosse algo que nunca tivesse ouvido, mas foi, sim, algo que talvez tenha me passado ao largo por muito tempo e nunca parei realmente pra prestar atenção o suficiente ao agudo dessa ficha. Bem, semana passada parei e escutei.

Mesmo em meio à agitação louca de um desses eventos acadêmicos enormes com milhares de pessoas – estive na Anpocs e sim, foi super interessante e cansativo na mesma proporção – a ficha dos “direitos humanos” caiu de um jeito que não tinha escutado ainda. Pensar a questão indígena como algo palpável – e que a atrocidade contra eles está sim, acontecendo, e agora – e pensar no quanto a gente torce para que a Comissão da Verdade dê certo de fato e limpe alguns pratos da nossa cozinha, bem, acho que isso demorou a acontecer. Não estou falando de militância no sentido estrito da palavra, seja de sofá, pelo Facebook, seja na rua, empunhando bandeiras (se bem que uma e outra tenham seus pontos positivos e outros, nem tanto) – nem de extremismos de esquerda. Isso não implica em me tornar socialista de mesa de bar, ovolactovegetariana ou candidata a bicho do mato. Nada contra, mas não há muito o que fazer quando a gente não é muito afeito a extremos. Aliás, acho que extremos são desnecessários, fontes de conflitos desnecessários, um bocado burros por serem ideias tiradas do forno às pressas como um bolo cru – e são tão chatos quanto quem os carrega. Mas ainda assim a gente se assusta – e muito – quando extremos acontecem. E debaixo dos nossos olhos e narizes.

E então a gente percebe que precisa pensar em alguma coisa – e mais que isso – fazer alguma coisa.

E aí a gente entende um pouco os amigos ovolactovegetarianos, os socialistas de mesa de bar e os ativistas – de rua, mais do que os de Facebook.

O que se pode fazer, então? Sempre fui partidária do efeito das micropolíticas, sempre achei que ações pequenas e mudanças de atitude a longo prazo têm seu lugar e fazem um tipo de mudança estrutural na cultura. E é de mudanças estruturais que a gente precisa, é com ideias novas e respeito à humanidade de cada um que se pode evitar que as sociedades entrem em colapso. E em extremos. Mas o que fazer dessa atitude praticamente zen-budista quando existem urgências à moda ocidental a ser resolvidas e não podem esperar?

Essa ficha não caiu ainda, mas espero que caia. E logo.