Um chá quente e um abraço

Parafraseando os caras do LCD Soundsystem,

“Dear world, I love you, but you’re bringing me down”.

Hoje é um desses dias em que você só precisa de um chá quente pra esquentar o corpo e um abraço forte pra aquecer a alma. 

Ebola, Palestina x Israel, Robin Williams (essa foi forte), famílias da Granja Werneck, essa do Eduardo Campos agora… 

Tá difícil fazer funcionar o raciocínio instrumental de sempre. Em dias como esse, a gente se sente um pequeno monte de merda por não fazer nada – e não acho que posso culpar a TPM por esse “excesso” de sensibilidade. Já fui diagnosticada com “sensibilidade aguda” clinicamente, whatever that means. Vou dizer que a gente tenta manter uma atitude positiva, mas às vezes perde o rebolado, não é tão fácil. 

Precisaria ter um coração de qualquer coisa não-biodegradável pra achar que tudo seria fácil, sempre. Que daria pra ver tudo pelo lado ensolarado, sempre. Não dá. Do mesmo jeito que não dá só pra enxergar céu nublado e chuva todo dia.

Mas ainda bem que as oscilações existem.

E os abraços e os chás quentes pra aguentá-las.

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